Terça-feira, 3 de Abril de 2012


Só se ama
os seres livres
quando se tem
como único o sentir
e o ser:

LIBERDADE

Tudo que construiram
São preconceitos.


Fernando Bouça
24-03-2012


Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

Crazy Horse


Você é doido

Doido é vermelho

Vermelho é mulher

e as solas de suas

sandálias

são vermelhas

e muito caras



Fernando Bouça


30.10.2011 16:25


Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011

Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010

Os corvos cobrem o céu
do meu país
Levanta-te Povo de Portugal
faz do fogo da forja
onde trabalhas, o castigo
dos que até a alma
te querem tirar.

8.11.2010

Fernando Bouça

Domingo, 13 de Setembro de 2009

Aos Pescadores

Já amamos o vento
já amamos a memória
mas nunca amaremos
Deus
esse não pertence
aos Nossos.

12.09.2009

Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

"Retrato do artista quando jovem"

O teu olhar é triste
com desejo de tudo abarcar
mas implícitamente
sempre a fugires de ti
e do outro que em vão procuras.

25.08.2009

Fernando Bouça

Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

Dança

Um movimento extático
regula o non sense
do andamento até exaurir
na exaustão o que não mudou
é o efémero, a morte
o FIM.

14.8.2009
Fernando Bouça

Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

A minha Mãe, meu Pai, meu Irmão e minha Tia Nónó.


"Bounjour tristesse"

Tudo quanto escrevo
se queima na tua alma.
é na água onde permanece
o Poema.
O Mar e as areias
São o vento.
Estrelas povoam
o que não há.


29/07/2009

Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

o excesso de referências
e a não existência delas
sempre foi deserto.
mas o deslumbre
a iniciação e a ilusão
é isso mesmo, de nos
encontrar na confusão
que nos faz ter o olhar
perdido e contemplativo
dentro de nós, olhando
o dia. memória
sempre encontrada
e presente na vida
quando se pára para ver
o outro.

17/07/2009
Fernando Bouça

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Da vida se faz o mundo
quando a presença do branco
se rarefaz na memória
prisma que dá à vida
o seu modelo multímodo.

13/7/2009

Fernado Bouça

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

A Frei Bento Domingues

Religar o mundo
no encontro mudo
do pensamento
emana o espírito
num reencontro irmão.

6/7/2009
Fernando Bouça

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Para o Paulo, Filipe, Pedro e Satie.

Em Castro Laboreiro, há muito, muito tempo havia cães. Eram cães que hoje se chamam rafeiros, mas aos quais os seus habitantes dedicavam grande afecto. Um dia porém, uma cadela deu à luz sete pequenos cães todos pretos. Eram bonitos. Nada os fazia ser diferentes dos que lá andavam. Todavia com sete meses estes sete cãezinhos eram esbeltos, diferentes dos restantes e os habitantes pensaram, era melhor abatê-los pois era grande a diferença com tudo e com todos e aliás diferentes dos restantes cães. Mas uma criança disse, o que temos de fazer é que de futuro todos sejamos como eles elegantes, prestáveis e úteis e após este discurso ficou decidido poupar a vida destes sete cães e nasceu a raça Castro Laboreiro.

Janeiro de 1996
Fernando Bouça

Domingo, 7 de Junho de 2009